As marcas de um país fraturado...
O Natal, é uma data tradicional e milenar dentro do arcabouço sociocultural, psicológico e teológico do Ocidente. A cultura de massa, mundo afora, retrata essa data das mais distintas formas e neguemos ou não, afogados por um viés consumista na data; o objetivo da mesma é lembrar da divindade inconteste que venceu a tirania do Império romano e inúmeros ataques ao longo do tempo. O menino Jesus em uma construção paradoxal mostra-se todo poderoso, Deus encarnado mediante união hipostática em uma forma tão singela e frágil, impõe-se como o maior dentre as divindades ao reafirmar sua posição depois de tantos séculos.
A apoteose, associada a redenção prometida por Deus nas sagradas escrituras e ratificada no nascimento de Cristo, foi aqui na terra de Vera Cruz, conspurcada com o anúncio de Flávio Bolsonaro e a carta por ele apresentada a imprensa de que seria o nome do Bolsonarismo e da direita para as eleições do próximo ano. Além de usar a data para fazer proselitismo político barato, a mácula nesse momento importante se dá também devido a figura de Flávio Bolsonaro em si, um ás do empreendedorismo obscuro, onde seus lucros e aquisições mobiliárias sempre foram foco de desconfiança e duras críticas. Levando-o, a figura de pivô do fracasso do governo de Jair Bolsonaro.
Com base nisso, é perfeitamente possível entender como a manhã de Natal foi estragada. O ídolo, no caso em análise, não é de barro, madeira, ouro ou gesso; no entanto, o mesmo em semelhança aos citados é alimentado de ilusões autoimpostas pelos seus clérigos e tentativas de distorção da realidade. A referência aqui, é a Jair Bolsonaro o qual foi tema do noticiário no dia 25 devido ao fato de ter a necessidade de passar por mais um procedimento médico, comprovando aqui mais uma vez a loucura do fanatismo idolatria política. Lembre-se da figura do lenhador que derruba uma árvore, com uma parte da madeira recolhida o mesmo usa como combustível para seu fogão improvisado, já com a outra parte constrói um ídolo para agradecer pelo alimento que preparou. Tudo isso, limitado pelas arestas da sua própria mente, em consonância a essa ilustração, Jair um home de carne e osso, apesar de toda veneração a ele creditada, segue tendo a necessidade de passar por cuidados médicos e está com a vida em risco devido aos problemas recorrentes em consequência da facada que levou em 2018.
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