quarta-feira, 7 de maio de 2025

O Brasil vai mal!

 Eu poderia iniciar esse texto falando de inúmeros dados do IBGE, do FMI, bem como de tantas outras organizações na esfera internacional; a fim de atestar os péssimos indicadores do Brasil em todos os setores possíveis. Mas o elemento inescapável para discussão, é a própria percepção cotidiana das pessoas comuns nas suas atividades ordinárias nessa terra.



Quando se estabelece como paradigma o povo, ente esse notadamente problemático, em especial no Brasil, basta verificarmos os presidentes eleitos de 2002 a 2022 sem exceção. Devemos então, ser parcimoniosos e cautelosos, com o intento de evitar generalizações abobadas e promotoras de conclusões equivocadas, entretanto, o senso comum carrega consigo o elemento unificador de todos nós enquanto espécie distinta de todas as outras, considerando sob um prisma mais particularizado a própria história e condensação cultural do Brasil servirá de alicerce para tal percepção geral.

Aberto o flanco da discussão, bem como feitas as devidas ressalvas a constatação do estado de calamidade que se acomete sobre o país, não é equivocada mas depreensão inconteste. Essa oriunda, do viver diário ao ligar a televisão ou as mídias sociais, ao sair de carro para o trabalho e precisar abastecê-lo, ao ir na padaria tomar um café, ao ficar parado no trânsito demasiadamente, ao fazer compras no fim do mês, ao levar o filho para a escola ou esperar um atendimento médico na fila do SUS. Todas essas situações, carregam consigo uma indiscutível gravidade, somos levados a uma situação de aturdimento e anestesia, pois apesar de tudo isso nossas vidas precisam ser vividas e aqueles em posição de poder não deram ontem, nem estão dando agora sinais de preocupação com essa situação.

Dito tudo isso, aí se firma o grande problema a condição sociopolítica e econômica do mundo está mudando velozmente, nesse sentido uma postura inteligente, perspicaz e ágil mostra-se fundamental para enfrentar esse desafio por parte dos agentes políticos. Esse é o terrível pulo do gato, enquanto fazemos o que podemos que é viver nossas vidas pagando escorchantes impostos, os que muito mal lideram a nação, seguem agindo com uma perspectiva, absolutamente, mesquinha e egoísta sem demonstrarem nenhuma preocupação com a agravada condição em que nos encontramos. Sim, apenas viver nossas vidas não será o suficiente em pouco tempo.

Agora eu deveria trazer uma conclusão matadora, entretanto, se eu apontar como resolução a participação popular, falharei, visto que o povo participou e engajou nos últimos 11 anos e voltamos a estaca zero, se eu falar de renovação política, também não serei exitoso, uma vez que isso ocorreu fortemente de 2018 para cá e não obtivemos nenhum resultado satisfatório, poderia falar de cultura mas a nossa é a da desfaçatez e do escárnio.

Grave é o quadro pintado da cena "atual" do Brasil e a solução parece que virá apenas de forma metafísica!




       Por: Marlon A.M. Martins     

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